Powered By Blogger

Seguidores

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Poesia

Vazou poesia do meu peito.
Me escorreu o prazer, pelo
vão dos dedos.
Eu amava o encanto
De ver a semente germinar,
de sentir a terra nos pés.
Mas vazou dos olhos, o pranto.
E extravasou da boca, o sorriso.
E encerrou nos lábios, o beijo.
Tão longe de todo perigo.
Tão proóxima do grande castigo.
Vazou poesia, e escorreu
pela correria do dia-a-dia.
Vazou emoção,
quando transbordou
o coração.

Cíntia Santomario  - Poema integrante do livro de poesias "Carne e Alma"


Entre Uma Coisa e Outra


Entre Uma Coisa e Outra 

Entre as  linhas, escondem-se palavras.
Entre os acordes, escondem-se sons.
Entre teus lábios e os meus, (o que existe?)
Apenas o espaço entre o asfalto  e os
Pneus.
Entre as flores, escondem-se perfumes.
Entre as cores, escondem-se tons.
O que há entre você e eu? Será mais ou
menos, Marília e Dirceu?
Entre as imagens, escondem-se vultos.
Entre as alegrias, o luto.
Entre o silêncio das boas, escondem-se
Dúvidas.
E entre tantos segredos, uma nota
Pública.
                                 ...
Entre roupas, a nudez.
Entre vozes, a surdez.
O que há escondido por trás do seu sorriso?
Entre olhares, esconde-se a cegueira (de quem não quer ver).
Entre corpos distantes, esconde-se o desejo.
Entre as mentiras, a verdade.
Entre os amigos, a falsidade.
E entre tantos escândalos, o segredo.
E entre tantas certezas o medo.

Cíntia Santomario
Parte da obra não publicada:"Minha Vida, Uma Constante Poesia"




1 comentário(s)
  • Wagner Martins mailto

    Dom 25 Mai 2008 14:34
    Que maravilha, a demonstração da ambiguidade da vida. Amamos em meio ao ódio, queremos em meio às dúvidas, e ficamos em meio à distância.
    Parabêns.

A Ti


A Ti 

{#}A ti entrego meus lábios,
E junto, cada beijo.
Entrego meus olhos, meus braços,
Meu abraço, meu desejo.
A ti entrego minhas mãos, cada carinho.
Entrego meu ombro, meus sorrisos,{#}
Minhas lágrimas.{#}
A ti entrego meu colo, o seu sempre ninho.
Entrego minhas angústias, meus sonhos,
Minhas letras, minhas músicas.
A ti entrego minha sanidade, minha loucura,
Minha pureza, minha vaidade.
Entrego minha finalidade, minhas descobertas,
minhas vontades.
{#}A ti entrego meus medos, pavores e
segredos.
Entrego minha magia, e com ela, toda
Poesia.
A ti entrego minha juventude.
{#}Entrego minhas dúvidas, minha inquietude, minha súplica.
A ti entrego meu corpo, minha alma,
Minha mente.
Que tudo fique em tua lembrança, se não
Se pode ficar para sempre.
                                 Cíntia de Oliveira

*Parte da Obra não publicada: "Minha Vida, Uma Constante Poesia".
**Esta poesia, fiz para meu namorado, que se tornou meu marido já tem 16 anos...
4 comentário(s)
  • tery

    Sáb 21 Jun 2008 01:43
    Lindo, muito singelo esse poema, um grande abraço e bom fim de semana!
  • Jorge Pinto

    Qua 18 Jun 2008 01:39
    Parabéns Cíntia, não conhecia esse seu lado poético. Te desejo sucesso, e com certeza, pelo que li você terá.
    bjs.
  • Jacqueline NoGueira

    Ter 17 Jun 2008 23:25
     Achei bem interessantes suas poesias....Desejo a vc muiito SUCESSO nesta vida de escritora..td de melhor pra vc.beijos
  • Wagner Martins mailto

    Dom 25 Mai 2008 14:31
    Excelente texto. Demonstra o lado incondicional do amor, que doa tudo que tem para satisfazer o amado.
    Muito, muito bom mesmo.

Alma Inquieta escrito em segunda 26 maio 2008 10:40

Blog de minhavidadepoetisa :Cíntia Santomario - Minha Vida, Uma Constante Poesia, Alma Inquieta
A alma inquieta,
Chora o desespero dos poetas.
Chora a morte que veio em hora incerta.
Sorri amargurada.
E sorri alegremente para o céu escuro
da madrugada.
A alma inquieta,
Ama o esforço do atleta.
Ama o silêncio da pedra.
Ama o amor do poeta.

Cíntia de Oliveira
Parte da obra não publicada:"Minha Vida, Uma Constante Poesia".
 Reg.Direitos Autorais: 346.776
  • Marcelo

    Sex 27 Ago 2010 21:34
    Sem poesia a vida seria indeclamável e intragável!
    Abraço!
  • Cíntia de Oliveira

    Qua 28 Mai 2008 20:24
    Que nosso descanso terreno seja ao lado de quem amamos. Num colinho gostoso e aconchegante, sempre pronto a nos receber...Um colo de amigo(a), de um amor... Um colo de mãe, de irmão... Um colo!!!
    E que nosso descanso em outra dimensão seja parecido com este colinho terreno...Espero...!!!
  • Wagner Martins mailto

    Seg 26 Mai 2008 22:19
    Penso que a alma esta inquieta porque não achou ainda o seu repouso, como expressou Santo Agostinho "Fizeste-nos para Ti e inquieto está o nosso coração enquanto não repousar em Ti". No dia que acharmos nosso descanso, sua alma se aquieta. Mas ... quem onde será nosso descanso?

    Abraços ...

Beijos escrito em segunda 26 maio 2008 13:10

Blog de minhavidadepoetisa :Cíntia Santomario - Minha Vida, Uma Constante Poesia, Beijos
Beijos grandes, de solidão.
Beijos quentes, de paixão.
Beijo singelo;
Beijo terno.
Beijo branco e amarelo.
Beijo sereno, beijo doce,
beijo veneno.
Beijo de amor, de carinho.
de paz.
Beijo rosa, beijo uva, beijo
lilás.
Beijo do mar, beijo na chuva.
Beijo a terra, a vida, o ar.
Beijo o beijo, beijo de desejo,
Desejo de amar.
Beijo falso, beijo límpido, beijo
amigo.
Beijo o céu.
Beijo a rima escrita, numa folha
de papel.
  • Wagner Martins mailto

    Seg 26 Mai 2008 19:06
    Beijar .. e não ter a vergonha de amar
    beijo sim, beijo sempre
    afinal de contas
    beijar me faz contente!

    Só uma bobagem minha ... mas sua poesia foi linda!!

Ar - Voar...


Ar - Voar... escrito em quinta 22 abril 2010 11:02

Blog de minhavidadepoetisa :Cíntia Santomario - Minha Vida, Uma Constante Poesia, Ar - Voar...
 Ah! Se eu pudesse voar...
Derramaria sonhos no teu sono...
Velaria teu corpo a repousar
Te acompanharia na calmaria
E te acalmaria no trepidar.

Ah! Se eu pudesse voar...
Com minhas asas te envolveria.
Protegendo-te de toda avaria.
Se eu pudesse voAR...
Pelo ar eu iria e me deixaria levar...

Cíntia Santomario

Meu Amor


Meu Amor

Blog de minhavidadepoetisa :Cíntia Santomario - Minha Vida, Uma Constante Poesia, Meu Amor
Aqui onde agora estou, que seja o azul mais lindo
Qualquer lugar, o paraíso será
Quero me guiar, sem medo
Entrar na roda e girar
Velejar contra o vento,
Impossível???
Pelo menos eu tento.

Por onde eu for....que tenha flores no caminho
Para alegrar o coração e os olhos.
Por onde eu for... que as borboletas acompanhem
A flor que me enfeita os cabelos

Por onde eu for, que eu encontre você...
.....Meu amor!

Cíntia Santomario - 23/04/2010 - Paraisópolis/MG

Minha Imagem


Minha Imagem 

Blog de minhavidadepoetisa :Cíntia Santomario - Minha Vida, Uma Constante Poesia, Minha Imagem
Eu não percebo a minha imagem.
Sou sombra? Sou miragem.
Sou miragem que mira na mira do luar.
Sou miragem que mira, que mira o mar.
Sou miragem que mira o que se mira ao admirar.
Sou miragem? Sou sombra.
Sou sombra, a sombra do luar.
Sou sombra que sombreia o mar.
Sou a sombra da minha boca a te beijar.
Sou sombra, sou miragem.
Eu não percebo a minha imagem.

Cíntia Santomario

Vamos

Já sangrei muito o meu peito,
No escuro do meu quarto.
Já tranquei sentimentos.
Já chorei demais e já sorri de menos.
Agora, já não me calo!
Vou às ruas, grito. Falo.

Vamos ser felizes enquanto temos tempo.
Enquanto sentimos prazer em sentir no rosto, o frescor do vento.
Enquanto temos cabelo, para deixá-lo voar e se atrapalhar.
Enquanto o infinito, nós ainda podemos enxergar.

Vamos ser felizes!
Sem preocupação e sem demora!
Tudo passa muito rápido.
A vida é um fiasco.

Um relâmpago de segundos contados.
E a felicidade vem, em gotas de mel.
E de repente, tudo está acabado.
O que era doce, fica amargo.
Ah! Vamos ser felizes enquanto temos tempo... AGORA!

Caos

Caos de emoções...
Algumas murmuram luz.

Abre-se um buraco em meu peito.
No seu colo, para repousar, eu me deito.

Caos no coração.
O senhor da vida, o senhor da emoção.

Caos na minha vida. Tarde demais!
Já anoiteceu a manhã que me invadia.
Agora, não enxergo o cais.



Cíntia Santomario
Do livro publicado: "Carne e Alma"

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Caminhos

Trilho caminhos desconhecidos.
Caminhos arenosos.
Caminhos floridos.

E entre pétalas e espinhos,
Encontro teu peito aberto.
Coração sangrando rios...

Encontro-te.
Encontro comigo mesma,
E acalento em meu colo,
Todo teu ser.
Todas as tuas glórias e também,
Tuas fraquezas.

E descubro todo teu suor.
Toda sua ruína, toda sua franqueza.
Todo seu amor e toda sua estima.

Trilho caminhos desconhecidos.
E tenho agora, os pés e o peito feridos.




Cíntia Santomario
Poema do livro publicado em 2008: "Carne e Alma"

Noite de Verão

Noite ventilada de estrelas.
Da janela, saboreio o mel
Que escorre da lua.
Relembro cantigas, canto.

O frescor do verão
Vem ao meu encontro.
No meu peito, a dor
Por ter rendido-me aos teus encantos.

Lágrima.
Destino despedaçado.
Serenidade invadida.
E a alma, já não mais intacta.

Véu do luar,
Cobre meu tormento.
E cura minha dor d´alma
Com seu suave unguento.




Cíntia Santomario
Poema do livro publicado em 2008: "Carne e Alma"

Está Feliz!

E quando está feliz,
Toca flauta na varanda
E enche a casa de poesia.

O júbilo dos olhos,
Invade a alma.
Que condensa emoções vividas
E também, apenas sonhadas.

Esquece a tristeza de outrora,
Exuma alegrias enterradas.

E está feliz!

Perfuma os cabelos,
Esquece os medos,
E entrega-se ao vento.

Respira!
E está feliz!





Cíntia Santomario
Poema do livro publicado em 2008: "Carne e Alma"

Na Diagonal

Vamos brincar. E ver no que vai dar.
Vamos escrever. Ler.
Pintar de cores alegres, a vida.

Em branco e preto, o que não nos interessa.
E em toda sua essência,
Suprimir detalhes. Parar a correria.

Dar espaço pra maresia.
Começo de descanso, Tempo de euforia.
Dizer verdades escondidas, emudecidas ao longo da vida.

Tempo.
Ampulheta perdida no espaço.
Areia que rompe o fino vidro da frágil vida.

O que quer dizer  tudo isto?
Espaço é todo infinito,
Ou o finito que enxergo?
Ao meu redor? Vida.
Sucessão de fatos, de momentos e atos?

Pessoas, contratos.
Que vão e vem. Se fazem e se desfazem.
Vamos refletir. Vamos virar as páginas?

Vamos pincelar.
E quem sabe, ler o manual.
E se não entendermos, a vida nos ensina.

Em toda sua majestade,
Ela nos explica sua lição.
E se na horizontal não lemos, tentemos na diagonal.


                                             * Agora que leu o texto normalmente, 
                                                                leia somente o que estiver em negrito.
                                                                E terá uma outra poesia: "Na Diagonal"






Cíntia Santomario
Poema do LIvro publicado em 2008: "Carne e Alma"


O Barquinho

Olha pra ver o barquinho, que suave desliza...
Imenso amor, na correnteza da vida.
É o amor que se derrama até a  beira do mar.
Sereia que se desencantou e lágrimas desenhou...
Nada vai doer.
Só até o peito adormecer.
Anestesiar-se.
Olha pra ver o barquinho.
É a vida que desliza.
E de repente, o colorido se desbota.
E vira cinza.
Maravilha!
Tropeços e encantos.
Tudo no mesmo plano, na mesma vida.
E o barquinho desliza...


Cintia Santomario
Poema do livo publicado em 2008: "Carne e Alma"

E a Nós?

E a nós?
A nós é reservado o direito de ficarmos calados.
Calar? Omitir? Não optar?
Que sejam arrancadas as mordaças,
e que de nossas bocas redobrem as palavras.
Que fluam pelo ar do mundo inteiro,
e que todos as ouçam.
Até mesmo o surdo cancioneiro.
Que sejam ouvidas as suas, as minhas,
as nossas palavras.
Que não sejam elas massacradas,
mas que digam alguma coisa a alguém.
Que nossas palavras possam ser belas,
como as cores da tela.
Gostosas como o cheiro da terra.
Pesadas e frias e tristes como a guerra.
Que sejam assim nossas palavras,
como têm que ser.




Cíntia Santomario
Poema do livro não publicado: "Minha Vida, Uma Constante Poesia."

Dias de Sol

        Para dias felizes,
Dias de sol.
         Para chupar sorvete,
Dias de sol.
        Para refrescar-se,
Dias de sol.
        Para bronzear-se,
Dias de sol.

        Para -aquele- passeio,
        Para esconder o espelho,
        Para regar plantas no canteiro,
Dias de sol.

Para brincar de roda,
Para ir à praia,
Para colher uma rosa,
        Dias de sol.
Para ficar na rua,
Para tomar refresco,
Para dormir nua,
        Dias de sol.

Para ver o amigo,
        Dias de sol.
Para vestir colorido,
        Dias de sol.
Para tomar uma cerveja,
        Dias de sol.
Dias de sol,
        Para esquecer a tristeza.



Cíntia Santomario
Poema do livro não publicado: "Minha Vida, Uma Constante Poesia"


Caminho

                    ra, de
               r        s
              e          ce
             s              n
            a               do
          do                   o
         n                       mor
         i                            ro.
       b                              Oi seu moço!
     Su


     Sigo meu caminho.


                      A
                      L
                      T
                      O    BAI
    Cheio de  S e  XOS.


                              e   a   i   s
    Cheio de d   s   f   o  .



    
    Sigo em FRENTE.








Cíntia Santomario
Poema do livro não publicado: "minha Vida, Uma Constante Poesia."

Mamão com Mel

Mamão com mel.
   Recheio de pastel.

Mamão com mel.
   Andar no carrossel.

Mamão com mel.
   Brincar de passa-anel.

Mamão com mel.
   A lua ilumina o céu.

Mamão com mel.
   Olhe a torre de Babel!

Mamão com mel.
   Um barquinho de papel.

Mamão com mel.


Cíntia Santomario

Alma Inquieta

A alma inquieta,
Chora o desespero dos poetas.
Chora a  morte que veio em hora incerta.
Sorri amargurada.
E sorri alegremente para o céu escuro
da madrugada.
A alma inquieta,
Ama o esforço do atleta.
Ama o silêncio da pedra.
Ama o amor do poeta.


Cíntia Santomario
Poema do livro não publicado: "Minha Vida, Uma Constante Poesia."

Com as Cores da Lua, Com as Cores do Mar

O sol colore teu olhar.
Com as cores da lua, com as cores do mar.
De preto, de azul, de verde, de vermelho;
o sol colore teu olhar.
Desculpe se te fiz chorar.
De marrom, rosa ou branco,
o sol colore teu olhar.
Perdoe-me se abafei teu pranto.
Se apaguei teu encanto;
se te fiz esperar.
Com as cores da lua, com as cores do mar.
Esqueça o sofrer.
Esqueça as lágrimas.
Lembre-se do voar.
Lembre-se do sorrir,
lembre-se do amar.
E deixe o sol colorir teu olhar.
Com as cores da lua, com as cores do mar.



Cíntia Santomario

Ora, Ola

Agora deve ser a hora,
Já que passa na ponte,
aquela velha senhora.
Já que a fruta da moda é acerola.
Já que queria agora, ir embora.
Já que o novelo se desenrola.
Já que alguém quebrou a vidraça
ao chutar a bola.
Já que ouve-se o som da castanhola;
Agora deve ser a hora.


Cíntia Santomario

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Onde Vou Parar

Já não sei onde vou parar.
Caminho sem rumo, sem noção.
Meu pensamento voa alto, acompanha o
voo dos pássaros.
Meus olhos, olham sem ver. Vagam na
imensidão do espaço.
Já não sei onde vou parar. Nem me lembro
de onde iniciei.
Não sei se em meu ser há algum sentimento.
Parece que estou sempre procurando o que nunca acho.
Ou será que , sem perceber, já encontrei?
Meu corpo flutua, segue o rumo do vento
e parece-me eterno, cada momento.
Já não sei onde vou parar e isso nem me interessa.
Tenho todo o tempo do  mundo para te encontrar
e nenhuma pressa.




Cíntia Santomario - Livro não publicado: "Minha Vida, Uma Constante Poesia"