Olha pra ver o barquinho, que suave desliza...
Imenso amor, na correnteza da vida.
É o amor que se derrama até a beira do mar.
Sereia que se desencantou e lágrimas desenhou...
Nada vai doer.
Só até o peito adormecer.
Anestesiar-se.
Olha pra ver o barquinho.
É a vida que desliza.
E de repente, o colorido se desbota.
E vira cinza.
Maravilha!
Tropeços e encantos.
Tudo no mesmo plano, na mesma vida.
E o barquinho desliza...
Cintia Santomario
Poema do livo publicado em 2008: "Carne e Alma"

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