Noite ventilada de estrelas.
Da janela, saboreio o mel
Que escorre da lua.
Relembro cantigas, canto.
O frescor do verão
Vem ao meu encontro.
No meu peito, a dor
Por ter rendido-me aos teus encantos.
Lágrima.
Destino despedaçado.
Serenidade invadida.
E a alma, já não mais intacta.
Véu do luar,
Cobre meu tormento.
E cura minha dor d´alma
Com seu suave unguento.
Cíntia Santomario
Poema do livro publicado em 2008: "Carne e Alma"

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