Trilho caminhos desconhecidos.
Caminhos arenosos.
Caminhos floridos.
E entre pétalas e espinhos,
Encontro teu peito aberto.
Coração sangrando rios...
Encontro-te.
Encontro comigo mesma,
E acalento em meu colo,
Todo teu ser.
Todas as tuas glórias e também,
Tuas fraquezas.
E descubro todo teu suor.
Toda sua ruína, toda sua franqueza.
Todo seu amor e toda sua estima.
Trilho caminhos desconhecidos.
E tenho agora, os pés e o peito feridos.
Cíntia Santomario
Poema do livro publicado em 2008: "Carne e Alma"
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Noite de Verão
Noite ventilada de estrelas.
Da janela, saboreio o mel
Que escorre da lua.
Relembro cantigas, canto.
O frescor do verão
Vem ao meu encontro.
No meu peito, a dor
Por ter rendido-me aos teus encantos.
Lágrima.
Destino despedaçado.
Serenidade invadida.
E a alma, já não mais intacta.
Véu do luar,
Cobre meu tormento.
E cura minha dor d´alma
Com seu suave unguento.
Cíntia Santomario
Poema do livro publicado em 2008: "Carne e Alma"
Da janela, saboreio o mel
Que escorre da lua.
Relembro cantigas, canto.
O frescor do verão
Vem ao meu encontro.
No meu peito, a dor
Por ter rendido-me aos teus encantos.
Lágrima.
Destino despedaçado.
Serenidade invadida.
E a alma, já não mais intacta.
Véu do luar,
Cobre meu tormento.
E cura minha dor d´alma
Com seu suave unguento.
Cíntia Santomario
Poema do livro publicado em 2008: "Carne e Alma"
Está Feliz!
E quando está feliz,
Toca flauta na varanda
E enche a casa de poesia.
O júbilo dos olhos,
Invade a alma.
Que condensa emoções vividas
E também, apenas sonhadas.
Esquece a tristeza de outrora,
Exuma alegrias enterradas.
E está feliz!
Perfuma os cabelos,
Esquece os medos,
E entrega-se ao vento.
Respira!
E está feliz!
Cíntia Santomario
Poema do livro publicado em 2008: "Carne e Alma"
Toca flauta na varanda
E enche a casa de poesia.
O júbilo dos olhos,
Invade a alma.
Que condensa emoções vividas
E também, apenas sonhadas.
Esquece a tristeza de outrora,
Exuma alegrias enterradas.
E está feliz!
Perfuma os cabelos,
Esquece os medos,
E entrega-se ao vento.
Respira!
E está feliz!
Cíntia Santomario
Poema do livro publicado em 2008: "Carne e Alma"
Na Diagonal
Vamos brincar. E ver no que vai dar.
Vamos escrever. Ler.
Pintar de cores alegres, a vida.
Em branco e preto, o que não nos interessa.
E em toda sua essência,
Suprimir detalhes. Parar a correria.
Dar espaço pra maresia.
Começo de descanso, Tempo de euforia.
Dizer verdades escondidas, emudecidas ao longo da vida.
Tempo.
Ampulheta perdida no espaço.
Areia que rompe o fino vidro da frágil vida.
O que quer dizer tudo isto?
Espaço é todo infinito,
Ou o finito que enxergo?
Ao meu redor? Vida.
Sucessão de fatos, de momentos e atos?
Pessoas, contratos.
Que vão e vem. Se fazem e se desfazem.
Vamos refletir. Vamos virar as páginas?
Vamos pincelar.
E quem sabe, ler o manual.
E se não entendermos, a vida nos ensina.
Em toda sua majestade,
Ela nos explica sua lição.
E se na horizontal não lemos, tentemos na diagonal.
* Agora que leu o texto normalmente,
leia somente o que estiver em negrito.
E terá uma outra poesia: "Na Diagonal"
Cíntia Santomario
Poema do LIvro publicado em 2008: "Carne e Alma"
Vamos escrever. Ler.
Pintar de cores alegres, a vida.
Em branco e preto, o que não nos interessa.
E em toda sua essência,
Suprimir detalhes. Parar a correria.
Dar espaço pra maresia.
Começo de descanso, Tempo de euforia.
Dizer verdades escondidas, emudecidas ao longo da vida.
Tempo.
Ampulheta perdida no espaço.
Areia que rompe o fino vidro da frágil vida.
O que quer dizer tudo isto?
Espaço é todo infinito,
Ou o finito que enxergo?
Ao meu redor? Vida.
Sucessão de fatos, de momentos e atos?
Pessoas, contratos.
Que vão e vem. Se fazem e se desfazem.
Vamos refletir. Vamos virar as páginas?
Vamos pincelar.
E quem sabe, ler o manual.
E se não entendermos, a vida nos ensina.
Em toda sua majestade,
Ela nos explica sua lição.
E se na horizontal não lemos, tentemos na diagonal.
* Agora que leu o texto normalmente,
leia somente o que estiver em negrito.
E terá uma outra poesia: "Na Diagonal"
Cíntia Santomario
Poema do LIvro publicado em 2008: "Carne e Alma"
O Barquinho
Olha pra ver o barquinho, que suave desliza...
Imenso amor, na correnteza da vida.
É o amor que se derrama até a beira do mar.
Sereia que se desencantou e lágrimas desenhou...
Nada vai doer.
Só até o peito adormecer.
Anestesiar-se.
Olha pra ver o barquinho.
É a vida que desliza.
E de repente, o colorido se desbota.
E vira cinza.
Maravilha!
Tropeços e encantos.
Tudo no mesmo plano, na mesma vida.
E o barquinho desliza...
Cintia Santomario
Poema do livo publicado em 2008: "Carne e Alma"
Imenso amor, na correnteza da vida.
É o amor que se derrama até a beira do mar.
Sereia que se desencantou e lágrimas desenhou...
Nada vai doer.
Só até o peito adormecer.
Anestesiar-se.
Olha pra ver o barquinho.
É a vida que desliza.
E de repente, o colorido se desbota.
E vira cinza.
Maravilha!
Tropeços e encantos.
Tudo no mesmo plano, na mesma vida.
E o barquinho desliza...
Cintia Santomario
Poema do livo publicado em 2008: "Carne e Alma"
E a Nós?
E a nós?
A nós é reservado o direito de ficarmos calados.
Calar? Omitir? Não optar?
Que sejam arrancadas as mordaças,
e que de nossas bocas redobrem as palavras.
Que fluam pelo ar do mundo inteiro,
e que todos as ouçam.
Até mesmo o surdo cancioneiro.
Que sejam ouvidas as suas, as minhas,
as nossas palavras.
Que não sejam elas massacradas,
mas que digam alguma coisa a alguém.
Que nossas palavras possam ser belas,
como as cores da tela.
Gostosas como o cheiro da terra.
Pesadas e frias e tristes como a guerra.
Que sejam assim nossas palavras,
como têm que ser.
Cíntia Santomario
Poema do livro não publicado: "Minha Vida, Uma Constante Poesia."
A nós é reservado o direito de ficarmos calados.
Calar? Omitir? Não optar?
Que sejam arrancadas as mordaças,
e que de nossas bocas redobrem as palavras.
Que fluam pelo ar do mundo inteiro,
e que todos as ouçam.
Até mesmo o surdo cancioneiro.
Que sejam ouvidas as suas, as minhas,
as nossas palavras.
Que não sejam elas massacradas,
mas que digam alguma coisa a alguém.
Que nossas palavras possam ser belas,
como as cores da tela.
Gostosas como o cheiro da terra.
Pesadas e frias e tristes como a guerra.
Que sejam assim nossas palavras,
como têm que ser.
Cíntia Santomario
Poema do livro não publicado: "Minha Vida, Uma Constante Poesia."
Dias de Sol
Para dias felizes,
Dias de sol.
Para chupar sorvete,
Dias de sol.
Para refrescar-se,
Dias de sol.
Para bronzear-se,
Dias de sol.
Para -aquele- passeio,
Para esconder o espelho,
Para regar plantas no canteiro,
Dias de sol.
Para brincar de roda,
Para ir à praia,
Para colher uma rosa,
Dias de sol.
Para ficar na rua,
Para tomar refresco,
Para dormir nua,
Dias de sol.
Para ver o amigo,
Dias de sol.
Para vestir colorido,
Dias de sol.
Para tomar uma cerveja,
Dias de sol.
Dias de sol,
Para esquecer a tristeza.
Cíntia Santomario
Poema do livro não publicado: "Minha Vida, Uma Constante Poesia"
Dias de sol.
Para chupar sorvete,
Dias de sol.
Para refrescar-se,
Dias de sol.
Para bronzear-se,
Dias de sol.
Para -aquele- passeio,
Para esconder o espelho,
Para regar plantas no canteiro,
Dias de sol.
Para brincar de roda,
Para ir à praia,
Para colher uma rosa,
Dias de sol.
Para ficar na rua,
Para tomar refresco,
Para dormir nua,
Dias de sol.
Para ver o amigo,
Dias de sol.
Para vestir colorido,
Dias de sol.
Para tomar uma cerveja,
Dias de sol.
Dias de sol,
Para esquecer a tristeza.
Cíntia Santomario
Poema do livro não publicado: "Minha Vida, Uma Constante Poesia"
Caminho
ra, de
r s
e ce
s n
a do
do o
n mor
i ro.
b Oi seu moço!
Su
Sigo meu caminho.
A
L
T
O BAI
Cheio de S e XOS.
e a i s
Cheio de d s f o .
Sigo em FRENTE.
Cíntia Santomario
Poema do livro não publicado: "minha Vida, Uma Constante Poesia."
r s
e ce
s n
a do
do o
n mor
i ro.
b Oi seu moço!
Su
Sigo meu caminho.
A
L
T
O BAI
Cheio de S e XOS.
e a i s
Cheio de d s f o .
Sigo em FRENTE.
Cíntia Santomario
Poema do livro não publicado: "minha Vida, Uma Constante Poesia."
Mamão com Mel
Mamão com mel.
Recheio de pastel.
Mamão com mel.
Andar no carrossel.
Mamão com mel.
Brincar de passa-anel.
Mamão com mel.
A lua ilumina o céu.
Mamão com mel.
Olhe a torre de Babel!
Mamão com mel.
Um barquinho de papel.
Mamão com mel.
Cíntia Santomario
Recheio de pastel.
Mamão com mel.
Andar no carrossel.
Mamão com mel.
Brincar de passa-anel.
Mamão com mel.
A lua ilumina o céu.
Mamão com mel.
Olhe a torre de Babel!
Mamão com mel.
Um barquinho de papel.
Mamão com mel.
Cíntia Santomario
Alma Inquieta
A alma inquieta,
Chora o desespero dos poetas.
Chora a morte que veio em hora incerta.
Sorri amargurada.
E sorri alegremente para o céu escuro
da madrugada.
A alma inquieta,
Ama o esforço do atleta.
Ama o silêncio da pedra.
Ama o amor do poeta.
Cíntia Santomario
Poema do livro não publicado: "Minha Vida, Uma Constante Poesia."
Chora o desespero dos poetas.
Chora a morte que veio em hora incerta.
Sorri amargurada.
E sorri alegremente para o céu escuro
da madrugada.
A alma inquieta,
Ama o esforço do atleta.
Ama o silêncio da pedra.
Ama o amor do poeta.
Cíntia Santomario
Poema do livro não publicado: "Minha Vida, Uma Constante Poesia."
Com as Cores da Lua, Com as Cores do Mar
O sol colore teu olhar.
Com as cores da lua, com as cores do mar.
De preto, de azul, de verde, de vermelho;
o sol colore teu olhar.
Desculpe se te fiz chorar.
De marrom, rosa ou branco,
o sol colore teu olhar.
Perdoe-me se abafei teu pranto.
Se apaguei teu encanto;
se te fiz esperar.
Com as cores da lua, com as cores do mar.
Esqueça o sofrer.
Esqueça as lágrimas.
Lembre-se do voar.
Lembre-se do sorrir,
lembre-se do amar.
E deixe o sol colorir teu olhar.
Com as cores da lua, com as cores do mar.
Cíntia Santomario
Com as cores da lua, com as cores do mar.
De preto, de azul, de verde, de vermelho;
o sol colore teu olhar.
Desculpe se te fiz chorar.
De marrom, rosa ou branco,
o sol colore teu olhar.
Perdoe-me se abafei teu pranto.
Se apaguei teu encanto;
se te fiz esperar.
Com as cores da lua, com as cores do mar.
Esqueça o sofrer.
Esqueça as lágrimas.
Lembre-se do voar.
Lembre-se do sorrir,
lembre-se do amar.
E deixe o sol colorir teu olhar.
Com as cores da lua, com as cores do mar.
Cíntia Santomario
Ora, Ola
Agora deve ser a hora,
Já que passa na ponte,
aquela velha senhora.
Já que a fruta da moda é acerola.
Já que queria agora, ir embora.
Já que o novelo se desenrola.
Já que alguém quebrou a vidraça
ao chutar a bola.
Já que ouve-se o som da castanhola;
Agora deve ser a hora.
Cíntia Santomario
Já que passa na ponte,
aquela velha senhora.
Já que a fruta da moda é acerola.
Já que queria agora, ir embora.
Já que o novelo se desenrola.
Já que alguém quebrou a vidraça
ao chutar a bola.
Já que ouve-se o som da castanhola;
Agora deve ser a hora.
Cíntia Santomario
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